Quando um não é diferente de dois

Author: Pluribus Unum /

As vezes criamos aquilo que precisamos, dentro de nós mesmos.
Começamos a ver o mundo da forma que nos é mais confortável.
Criamos nossas próprias ilusões.
Começamos a viver dentro de nossas próprias mentiras.

Mas sempre pode dar algo errado...

Quando se criam coisas de mais elas fojem do nosso controle,
transcendem o plano do eu e atingem a todos ao nosso redor.
E quando somos cegos pelo nosso egocentrismo é ainda pior.
Algumas pessoas tem a habilidade de criar os seus jogos e fazer
como que as pessoas entrem neles sem perceber.
Alguns sabem despertar a curiosidade, criando o interesse.
Outros, causam dependência, criando o vínculo.
E como uma droga e uma compulsão, sempre mais pessoas
precisam estar no controle de uma só.

"Por que me recusar, não pode! Não deve! Todos devem me aceitar!"

É errado, mas as vezes as pessoas que fazem isso nem mesmo
sabem sobre as suas condições de fazer isso, é natural.
Apesar de tudo, esses são os grandes observadores e grandes pessoas.
São essas pessoas que sabem o que os outros precisam saber, ver e sentir.
São essas pessoas que sabem como falar, a quem falar e quando falar.

São poucas as outras pessoas que as conseguem ver como essas pessoas
realmente são.
Quando alguém descobre, ou se afasta ou nunca mais se separa.
E até mesmo quando uma dessas pessoas se sente a vontade com alguém
para se mostrar verdadeiramente, se mostra da melhor forma, silenciosamente
e lentamente.

Agora, eu não acredito que todos vivam verdadeiramente todo o tempo.
Como tenho dito: - Nós não somos nós mesmos, somos grandes caixas de
uma célular super-desenvolvidas que brigam entre si para tentar sobreviver
nesse mundo. Umas usam força bruta outras, a astúcia.

E pra finalizar, 1 não é diferente de 2 quando 1/2 = 2/4

Francisco J.B. Pinheiro - O andarilho de muitos olhos

P.S.: Nunca me perguntem por que deste texto, a reposta talvez nem mesmo eu saíba,
talvez um desabafo, talvez mais um de meus estudos...talvez algo que precisasse ser dito.