Certo. Vou viajar(ou não).
O título alí diz que eu tenho que falar sobre a razão, né?
E será mesmo que eu tenho que fazer o que o título me diz pra fazer?
Hm...Eu penso que sim, e você aí? Se eu estou certo (e provavelmente sim. E eu disse provavelmente.) você pensa também.
Afinal, se temos um título e o texto simplesmente não tem absolutamente NADA A VER com a frase que lhe é um chamariz, que é algo para lhe prender a atenção...é algo absolutamente ilógico, portanto, é algo irracional.
Agora, enfim, nós percebemos que eu ainda não saí tanto do assunto. O que por si só já é bom.
E voltando, por que a última linha estava fora do assunto.
Recentemente tenho "discutido" bastante com a minha excelentíssima, sobre razão, a dita razão que ela sempre quer ter (e ocasionalmente tem).
O fato é que agora pouco cheguei da faculdade, já me sentindo cansado pelo que antevejo que virá no decorrer deste semestre, e fui para um relaxante banho quente e estava pensando nas nossas discussões sobre razão...
E como sempre a minha mente costa de sussurar coisas no meu ouvido quando estou mais quente...e me dei conta de algo praticamente óbvio.
A razão não é algo que nós temos ou não temos simplesmente. A razão necessita de um caminho para vir até nós, e ela vem através de um único caminho, o da argumentação.
Argumentar não se trata de dizer a verdade ou a mentira, se trata da versão dita sobre um assunto e esta versão sim ela deve chegar o mais próximo possível da realidade para que o ouvinte não se sinta ofendido com o conteúdo da argumentação.
Pois bem, vou exemplificar, primeiro com a introdução, claro.
Existe uma piadinha antiga e lógica, e esta lógica e o que a torna, na minha opinião, ruim.
Ela conta sobre um cidade do nordeste que atravessa a seca, e também sobre um grupo de beatas que iam todos os dias para a Igreja rezar e pedir que a chuva caísse.
Certa vez, o padre, que sempre via as beatas na Igreja as questionou sobre sua fé, dizendo para elas que elas não a tinham. As beatas indignas retrucaram dizendo que era claro que tinham fé, iam todos os dias à Igreja rezar, isso era sinal de sua fé. O padre, por sua fez replicou, dizendo que se elas realmente tivessem fé levariam um guarda-chuva para a Igreja, afinal, o que elas queriam era Chuva.
Moral, as beatas rezavam pela chuva, mas elas realmente acreditam que ia chover, se acreditassem deveriam legar o acessório necessário para não se molhar.
Pois bem, o argumento do padre é válido e dotado de certa lógica. "Certa lógica" por que?
Digo 'certa' por que o simples fato das beatas irem rezar pela chuva com seus belos guarda-chuvas não ia fazer chover antes da hora no Nordeste, talvez houvesse a coincidência, e até que alguém me provasse o contrário seria coincidência.
Agora para o exemplo infra introdutório!
Combinei de domingo sair com a referida senhorita que sempre discorda de mim, ela afirmando que choveria e isso "embarraria" nosso programa, até mesmo no sentido literal, pois se não.
Pois eu, consultando meu aplicativo estúpido do Windows Vista dizia que não. Ela que sim. Eu que não.
Saímos, o dia até então estava meio nublado e até bastante quente para o tipo de clima que se apresentava, até mesmo um sol pálido se manifestava vez ou outra.
Então, chegamos ao destino...ficamos se fazer nada e conversamos...conversamos, rendi-lhe carinhos como é de meu feitio (xD), certo, a chuva se pronunciou mansa, caia lentamente.
Ora, ela teve razão, e segundo o que eu disse não a razão completa, mas teve razão, bem como eu a perdi totalmente.
Porém, logo parava de chover, tinha sido só uma garoa, eu recuperava a razão? Não totalmente para a minha felicidade.
Tempo se passava, a chuva ia e voltava e com isso a razão também.
Foi então que me lembrei da piadinha, e me dei conta que se eu não pudesse ter razão, me certificaria que ela também não ia tê-la.
Disse então que se ela tinha tanta certeza que ia chover, por que não havia levado um guarda-chuva.
Foi então, que pela primeira vez, a resposta foi um longo e repleto de dúvida e supresa, silêncio.
Eu havia vencido e ela aceitado a derrota implicitamente, porém, como era de se esperar e era mesmo ela logo trouxe as desculpas que eu acha que trazia mais enfim...
O tempo passou denovo e logo nos despediamos e foi só ai, quando ela já ia longe demais para eu poder olhá-la que eu vi, que chovia e fazia sol ao mesmo tempo (romântico até).
Pois bem, encerrando, eu não faço questão de ter sempre a razão ou não, eu só me exercíto para o futuro e me apaixono mais ao ver a menina tão irritadinha quando ela me contraria.
(Encerrando com declaração, não perde essa!)
Maira, viu o tanto que tu me fez escrever?! xD
E isso tudo por isso aqui que eu queria te dizer aqui no final, e digo por aqui por que sei que aqui é mais fácil pra tu ler do que pelo 'kokut'...
Tu é uma daquelas poucas pessoas que tem o dom de tangir as cordas do meu coração, daqueles pessoas que ganharam a minha adimiração e carinho em todos os aspectos, seja na tua forma de agir, seja na tua forma de pensar.
Como disse a incrível Galactéia, do filme O homem bicentenário:
Eu e você, somos iguais, nós temos personalidade!
Primordia Cuncta...Pavida Sunt!
E um rapaz apaixonado chega ao fim de uma postagem.
Francisco J. B. Pinheiro .'.
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