Cosido (Com "S" mesmo)

Author: Pluribus Unum /

Creio que posso usar a expressão "Desde sempre" para pode começar a introduzir essa mensagem...Então:
Desde sempre foi uma preocupação do homem eternizar-se. Antes mesmo da consciência da morte já havia uma preocupação de fazer perdurar os conhecimentos adquiridos por cada indivíduo...
Tivemos desenhos rupestres, tive hieróglifos, tivemos pergaminhos, tivemos histórias contadas de geração para geração...
O homem pareceu aceitar com certa naturalidade a idéia da morte, e teve a necessidade material de propagar seu conhecimento, e soberbamente, acreditando em algo onde não foi lhe dado garantia ele nunca pareceu pensar que tudo o que ele fizesse de material poderia um dia sumir da mesma forma que ele, criador, poderia sumir também.
Porém, tudo se resume na mesma idéia, no mesmo ponto e desejo: manter viva uma memória passada.

O homem, como ser naturalmente inovador, desenvolveu os métodos todos que eu disse logo a cima, porém, ele tem um outro método muito mais precioso, valioso e particular, de guardar as memórias passadas.

A própria memória. Basta um fechar de olhos, basta um instante de concentração e nós vemos exatamente aquilo que nós vimos...seja um minuto atrás, seja um dia, um mês ou três...
Não importa, nós podemos voltar para o nosso passado quando queremos...E já faz algum tempo eu faço isso constantemente...faço isso sempre que me dói no peito algo que não tenho na frente dos meus olhos e no alcance da minha mão.

Certo também é existiram livros proibidos, textos profanos, memórias, sonhos e desejos de muitos que não puderam ser transmitidos ou perpetuados, e hoje em dia nós nem ao menos podemos imaginar como foram seus rostos, suas vozes e o que suas palavras apagadas pelo tempo queriam nos dizer, por isso que acho válido relembrar somente as coisas boas, os bons momentos com as pessoas queridas, de resto nada vale relembrar.

Hoje eu me lembro de primeiros encontros, de primeiros olhares, carícias e toques...
Lembro daquele beijo quase desajeitado naquela sala escura com aquele filme chato (graça ao filme chato, diga-se)...enfim, de cada começo tímido.

Eu não me canso de fazer todas as retrospectivas mentais necessárias pra me sentir mais perto do meu afeto.
A grande vantagem da nossa memória é a nossa privacidade, nós vamos e voltamos, abrimos e manuseamos nossas mentes em busca do passado sozinhos...sem ninguém poder opinar, riscar, apagar, argumentar ou modificar nada. A nossa memória é nossa...
É no fundo não mais que um livro muito particular e imaterial...
Cada dia que passa nos cosemos uma página a mais, sempra uma a mais...nela são escritas letra por letra o que nos interessa.

É difícil encontrar um livro só com páginas belas e boas, arrisco dizer que é impossível, muita gente pode esquecer seu conteúdo, mas isso não rasga a página desse livro...nada rasga essas páginas...nada.

Mas agora, com as páginas que recentemente eu firmemente tenho cosido no meu livro eu fico cada vez mais feliz...
Nada do que eu continuar dizendo vai ser o suficiente para completar o meu sentimento...e isso ainda me deixa mais feliz, no momento que uma palavra minha encostar nesses sentimentos eu sei que ele terá minguado muito...
E eu sei, que ele não vai minguar enquanto não parar de crescer...

Concluindo, é aqui e assim, é abrindo parte pequena das minhas memórias e sentimentos que eu me sinto um passo pequeno a mais perto da eternidade.
Uma eternidade que meus olhos não podem nem ao mesmo imaginar ainda, mas que é construida e solidificada com cada página cosida que fica lá para trás, na bagagem das minhas memórias que o tempo não terá como apagar.

Francisco J. B. Pinheiro

Sílas - o garoto que tinha um mundo

Author: Pluribus Unum /

"A mente dele era mais poderosa do que sabia. Seu coração, maior do que lhe cabia.
Fantasia e realidade converteram num mundo alternativo, cheio de detalhes, e encantos...fabulosos."
Aqueles dias de verão que pare Silas eram inúteis, lhe pareciam ainda maiores no auge do calor daquela região. A única coisa que havia para um garoto simples da aldeia poder fazer era sentar-se junto alguma árvore da região. O bosque ficava ao sul do vilarejo, descia-se a colina de relva baixa e seguia-se uma trilha esquecida e quase apagada.

O garoto, Silas, descia agora esse caminho, via entendiado e lentamente...chutando as pedras pelo caminho. Os pés do garoto ardiam pelo calor daquela terra seca da trilha, ah, mas ele já era acostumado, ele só soube o que era calçar algo quando era muito novo, seus pés já não tinham lembrança...essa era só mais uma das lembras que ele havia perdido.
Ah pois, vamos deixar o nosso menino descer o caminho quente de areia e deixe-me atulhar a sua imaginação com os detalhes sobre ele.
Silas é um garoto franzino de pela queimada de sol, mas em muito menor escala do que os habitantes do seu vilarejo, o que causa estranheza na maioria, já que todos ali são trabalhadores e trabalham constantemente no sol escaldante dos planaltos onde cultivam suas plantações.
Sua estatura é baixa, nem tão baixa para a idade talvez, mas não passa muito de um metro e meio, é longelíneo, chega a ter um rosto bonito. Seus traços são retos e profundos, os olhos quase negros e grandes, são enormemente tristes mas com uma fagulha sonhadora que não se encontra mais nos seus convivas e nem em uma outra criança deste mundo.
Os cabelos, um tanto cumpridos são desgranhados e mau cortados, o que é uma pena. Seu ar sério de adulto é incomum, ele dificilmente é visto com outras crianças, mas na verdade é sonhador e estremamente gentil e carinhoso, é um bom menino e um menino bom.
Editando...

Um Estudo em Vermelho(e Roxo também) - Sobre a Razão -

Author: Pluribus Unum /

Certo. Vou viajar(ou não).
O título alí diz que eu tenho que falar sobre a razão, né?
E será mesmo que eu tenho que fazer o que o título me diz pra fazer?
Hm...Eu penso que sim, e você aí? Se eu estou certo (e provavelmente sim. E eu disse provavelmente.) você pensa também.
Afinal, se temos um título e o texto simplesmente não tem absolutamente NADA A VER com a frase que lhe é um chamariz, que é algo para lhe prender a atenção...é algo absolutamente ilógico, portanto, é algo irracional.
Agora, enfim, nós percebemos que eu ainda não saí tanto do assunto. O que por si só já é bom.
E voltando, por que a última linha estava fora do assunto.
Recentemente tenho "discutido" bastante com a minha excelentíssima, sobre razão, a dita razão que ela sempre quer ter (e ocasionalmente tem).
O fato é que agora pouco cheguei da faculdade, já me sentindo cansado pelo que antevejo que virá no decorrer deste semestre, e fui para um relaxante banho quente e estava pensando nas nossas discussões sobre razão...
E como sempre a minha mente costa de sussurar coisas no meu ouvido quando estou mais quente...e me dei conta de algo praticamente óbvio.
A razão não é algo que nós temos ou não temos simplesmente. A razão necessita de um caminho para vir até nós, e ela vem através de um único caminho, o da argumentação.
Argumentar não se trata de dizer a verdade ou a mentira, se trata da versão dita sobre um assunto e esta versão sim ela deve chegar o mais próximo possível da realidade para que o ouvinte não se sinta ofendido com o conteúdo da argumentação.
Pois bem, vou exemplificar, primeiro com a introdução, claro.
Existe uma piadinha antiga e lógica, e esta lógica e o que a torna, na minha opinião, ruim.
Ela conta sobre um cidade do nordeste que atravessa a seca, e também sobre um grupo de beatas que iam todos os dias para a Igreja rezar e pedir que a chuva caísse.
Certa vez, o padre, que sempre via as beatas na Igreja as questionou sobre sua fé, dizendo para elas que elas não a tinham. As beatas indignas retrucaram dizendo que era claro que tinham fé, iam todos os dias à Igreja rezar, isso era sinal de sua fé. O padre, por sua fez replicou, dizendo que se elas realmente tivessem fé levariam um guarda-chuva para a Igreja, afinal, o que elas queriam era Chuva.
Moral, as beatas rezavam pela chuva, mas elas realmente acreditam que ia chover, se acreditassem deveriam legar o acessório necessário para não se molhar.
Pois bem, o argumento do padre é válido e dotado de certa lógica. "Certa lógica" por que?
Digo 'certa' por que o simples fato das beatas irem rezar pela chuva com seus belos guarda-chuvas não ia fazer chover antes da hora no Nordeste, talvez houvesse a coincidência, e até que alguém me provasse o contrário seria coincidência.
Agora para o exemplo infra introdutório!
Combinei de domingo sair com a referida senhorita que sempre discorda de mim, ela afirmando que choveria e isso "embarraria" nosso programa, até mesmo no sentido literal, pois se não.
Pois eu, consultando meu aplicativo estúpido do Windows Vista dizia que não. Ela que sim. Eu que não.
Saímos, o dia até então estava meio nublado e até bastante quente para o tipo de clima que se apresentava, até mesmo um sol pálido se manifestava vez ou outra.
Então, chegamos ao destino...ficamos se fazer nada e conversamos...conversamos, rendi-lhe carinhos como é de meu feitio (xD), certo, a chuva se pronunciou mansa, caia lentamente.
Ora, ela teve razão, e segundo o que eu disse não a razão completa, mas teve razão, bem como eu a perdi totalmente.
Porém, logo parava de chover, tinha sido só uma garoa, eu recuperava a razão? Não totalmente para a minha felicidade.
Tempo se passava, a chuva ia e voltava e com isso a razão também.
Foi então que me lembrei da piadinha, e me dei conta que se eu não pudesse ter razão, me certificaria que ela também não ia tê-la.
Disse então que se ela tinha tanta certeza que ia chover, por que não havia levado um guarda-chuva.
Foi então, que pela primeira vez, a resposta foi um longo e repleto de dúvida e supresa, silêncio.
Eu havia vencido e ela aceitado a derrota implicitamente, porém, como era de se esperar e era mesmo ela logo trouxe as desculpas que eu acha que trazia mais enfim...
O tempo passou denovo e logo nos despediamos e foi só ai, quando ela já ia longe demais para eu poder olhá-la que eu vi, que chovia e fazia sol ao mesmo tempo (romântico até).
Pois bem, encerrando, eu não faço questão de ter sempre a razão ou não, eu só me exercíto para o futuro e me apaixono mais ao ver a menina tão irritadinha quando ela me contraria.
(Encerrando com declaração, não perde essa!)
Maira, viu o tanto que tu me fez escrever?! xD
E isso tudo por isso aqui que eu queria te dizer aqui no final, e digo por aqui por que sei que aqui é mais fácil pra tu ler do que pelo 'kokut'...
Tu é uma daquelas poucas pessoas que tem o dom de tangir as cordas do meu coração, daqueles pessoas que ganharam a minha adimiração e carinho em todos os aspectos, seja na tua forma de agir, seja na tua forma de pensar.
Como disse a incrível Galactéia, do filme O homem bicentenário:
Eu e você, somos iguais, nós temos personalidade!
Primordia Cuncta...Pavida Sunt!

E um rapaz apaixonado chega ao fim de uma postagem.

Francisco J. B. Pinheiro .'.

Filosofia de Vida - Walt Disney

Author: Pluribus Unum /

Não conheço nenhuma crinça, ou alguém que já foi criança, que não tenha visto pelo menos um desenho produzido pela Disney. Desde o seu mais antigo e primeiro: A Branca de Neve e os Sete Anões, até as suas produções mais recentes, tais como aquele que eu esqueci o nome mais estreiou hoje. Enfim...

Todos nós tivemos nossa vida tocada de forma muito simples pelas mensagens contidas nos desenhos sempre tão sutis, sempre tão sinceros.

Há um motivo, sempre há.
E eu não duvido de qual seja depois de receber este texto:

"E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar.
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução;
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia, descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações
e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor, e que talvez nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou com quem perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima e, sim, deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de "amigo".
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, o amor é uma filosofia de vida!
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi de que nada serve ser luz se não para iluminar os demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E, desde aquele dia, já não durmo para descansar.
Simplesmente durmo...para sonhar." - Walt Disney

Se você, se eu, se todos nós pudessemos absorver cada partezinha pequenina da grandeza das coisas que estão neste texto possivelmente todos nós teríamos o mesmo toque sutil e genial das produções sinceras feita em nome de Walt Disney.

Não considero este texto iniciático, não não.
Mas sim o texto de um iniciado.

Tentemos, meus amigos, ser assim...Vamos sonhar mais. Vamos amar mais.
Vamos nos preocupar menos em subir, e sim mais em iluminarmos os caminhos daqueles que estão ao nosso redor, nem que para isso tenhamos que deixar de subir.

Por hoje é isso.
Um Feliz Novo Ano para todos, repleto de sucesso, paz, saúde e força.

- Francisco J. B. Pinherio
*
* *

Ahhhay! Vamos! Comigo! - Me dê a sua mão e puxe que eu te levo agora! -

Author: Pluribus Unum /

Meus devaneios continuam persistentes.
E talvez as minhas loucuras exorbitantes!
Sobre o que é esquisito não vou nem falar nada agora...

Eu só posso dizer que faço jus ao trecho do meu mapa astral que diz que eu uso "uma máscara de rebeldia e loucura".
Well...
Cada um é como é. Fato.


Bem eu to só viajando um pouco aqui pra introduzir um texto que eu achei um tanto interessante, chama-se: A Teoria do Dedo Anelar.
Uma teoria sem dúvida criativa. E toca alguma coisa.

Teoria do Dedo Anelar

Reflita sobre isso é a mais pura verdade!!! Por que se usa aliança no quarto dedo?
Os polegares representam os pais.
Os indicadores representam teus irmãos e amigos.
O dedo médio representa a ti mesmo.
O dedo anelar (quarto dedo) representa o seu cônjuge.
O dedo mindinho representa teus filhos.
Agora junta tuas mãos palma com palma, depois, une os dedos médios de forma que fiquem apontando a ti mesmo.

Agora tenta separar de forma paralela teus polegares (representam teus pais), você vai notar que eles se separam porque teus pais não estão destinados a viver contigo ate o dia da tua morte, una os dedos novamente.
Agora tenta separar igualmente os dedos indicadores (representam teus irmãos e amigos), vai notar que também se separam porque eles se vão, e tem destinos diferentes como se casar e ter filhos.
Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (representam teus filhos) estes também se abrem porque teus filhos crescem e quando já não precisam mais de nos,se vão, una os dedos novamente.
Finalmente, tente separar teus dedos anelares (o quarto dedo que representa teu cônjuge) e você vai se surpreender ao ver que simplesmente não consegues separá-los.
Isso se deve ao fato de que um casal esta destinado a estar unido até o ultimo dia da sua vida e é por isso que o anel se usa neste dedo.


Eu achei bem interessante...

Pense...

Post rápido, que me deu vontade.

Well Done...

Fim e tchau

Sente-se!

Author: Pluribus Unum /

-Pare um pouco.

Sente-se aqui comigo e vamos conversar.

Está um dia um tanto frio aqui nessas terras e há trabalho demais para ser feito, eu sei...

Mas mesmo assim pare e sente-se aqui.


Observe o chá naquela chícara de porcelana logo alí e veja sua fumaça volitar e sumir no ar.

Escute a lenha criptar e ser devorada pela ávida chama da lareira.
A poltrona é confortável?
Espere um pouco, eu tenho algo para que apoie as pernas.
Ahn..aqui. Está melhor assim?

Relaxe...apenas relaxe.


O silêncio sempre dura somente o necessário.


-Eu costumo ficar por aqui, sempre venho aqui para pensar, mas estou sempre pensando...

Quando a minha mente é sugada pelo passado eu olho na direção daquela janela da esquerda...

Ela é clara...os vidros estão meio sujos, mas o que mais me incomoda é que por mais que eu a force, ela não abre.

Está trancada.
Mas eu não olho muito para ela, só quando estou muito sozinho e não tenho uma mão para entrelaçar na minha.

..
Mas veja aquela alí na direita...Ela sim me encanta.

Por esta janela sempre entra uma brisa tão refrescante e os sons mais agradáveis que eu já escutei, me fazendo sonhar somos como nunca.

É de lá que vem o meu futuro. Apesar de ser escura e estar entre-aberta eu não consigo parar de olhá-la.
Porém, é na janela alí do meio onde seguidamente eu escuto a voz fria da realidade chamar meu nome.

Chamar não. Elá grita pelo meu nome, é desesperador.Eu já quase cheguei ao ponto de não aguentar mais aquela voz rouca gritando por mim, pensei em desistir e procurar a porta0.

Mas eu sempre a atendo e a minha persistência me recompençou, e me recompensa todos os dias.

Eu me tornei mais forte a medida que o tempo passou e ganhei mais tempo para olhar para janela escura.
Descobri que vivo no meio de uma família.

Descobri que ter irmãos torna um homem forte.

Descobri que amar torna um homem feliz.

E descobri que olhar para si mesmo é a única forma de se tornar sábio.

A minha mão estendida aqui é convite, mas um convite para ti mesmo, busque em ti o que eu busco em mim.

Acho que agora eu vou silenciar um pouco, o meu corpo jovem não supera o meu espírito velho e já tão cansado...

Posso segurar na sua mão enquanto fico sentado aqui, ao seu lado...?

Posso?

Francisco J. B. Pinheiro

Quando um não é diferente de dois

Author: Pluribus Unum /

As vezes criamos aquilo que precisamos, dentro de nós mesmos.
Começamos a ver o mundo da forma que nos é mais confortável.
Criamos nossas próprias ilusões.
Começamos a viver dentro de nossas próprias mentiras.

Mas sempre pode dar algo errado...

Quando se criam coisas de mais elas fojem do nosso controle,
transcendem o plano do eu e atingem a todos ao nosso redor.
E quando somos cegos pelo nosso egocentrismo é ainda pior.
Algumas pessoas tem a habilidade de criar os seus jogos e fazer
como que as pessoas entrem neles sem perceber.
Alguns sabem despertar a curiosidade, criando o interesse.
Outros, causam dependência, criando o vínculo.
E como uma droga e uma compulsão, sempre mais pessoas
precisam estar no controle de uma só.

"Por que me recusar, não pode! Não deve! Todos devem me aceitar!"

É errado, mas as vezes as pessoas que fazem isso nem mesmo
sabem sobre as suas condições de fazer isso, é natural.
Apesar de tudo, esses são os grandes observadores e grandes pessoas.
São essas pessoas que sabem o que os outros precisam saber, ver e sentir.
São essas pessoas que sabem como falar, a quem falar e quando falar.

São poucas as outras pessoas que as conseguem ver como essas pessoas
realmente são.
Quando alguém descobre, ou se afasta ou nunca mais se separa.
E até mesmo quando uma dessas pessoas se sente a vontade com alguém
para se mostrar verdadeiramente, se mostra da melhor forma, silenciosamente
e lentamente.

Agora, eu não acredito que todos vivam verdadeiramente todo o tempo.
Como tenho dito: - Nós não somos nós mesmos, somos grandes caixas de
uma célular super-desenvolvidas que brigam entre si para tentar sobreviver
nesse mundo. Umas usam força bruta outras, a astúcia.

E pra finalizar, 1 não é diferente de 2 quando 1/2 = 2/4

Francisco J.B. Pinheiro - O andarilho de muitos olhos

P.S.: Nunca me perguntem por que deste texto, a reposta talvez nem mesmo eu saíba,
talvez um desabafo, talvez mais um de meus estudos...talvez algo que precisasse ser dito.